"O mundo não é, ele está sendo."
Valeu por essa meu caro.
Comisso aprendi muito.
J
"O mundo não é, ele está sendo."
Valeu por essa meu caro.
Comisso aprendi muito.
J
JORNAL NACIONAL
Pedro Dom, um dos nossos
Gilson Caroni Filho (*)
A mídia, por seu campo e estrutura narrativa, ignora a "vida inteira que poderia ter sido e não foi". Formato de divulgação de um evento, a notícia não comporta o poético que se insinua como "matéria quente". Assim, não deixa de surpreender a maneira como o Jornal Nacional anunciou a morte do assaltante Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom. Jovem de classe média que, nos últimos seis meses, comandou uma onda de assaltos a residências na Zona Sul, Dom morreu na madrugada de quinta-feira (15/9), após trocar tiros com a polícia num prédio na Lagoa.
Com entonação adequada, William Bonner abriu o telejornal informando que "terminou hoje, no Rio, de forma violenta, a vida de mais um jovem brasileiro envolvido com drogas. Um rapaz que, segundo a família, teve todas as oportunidades de ser um cidadão de bem. Mas que, num determinado momento, escolheu o caminho do crime". Registre-se que não há qualquer restrição à carga emotiva do relato. A vida, qualquer uma, merece apreço e sua interrupção abrupta deve ser descrita com solenidade e pesar. O que move este pequeno artigo não é o procedimento adotado, mas sua excepcionalidade. Por que não é extensivo a outros episódios semelhantes? Por que, contrariando antiga música de Chico Buarque, somente nesse caso "a dor da gente saiu no jornal"?
Segundo os teóricos do jornalismo, são quatro os fatores mais importantes numa notícia: novidade, proximidade, tamanho e importância. Talvez ao segundo, mais que aos outros, se deva o tratamento diferenciado da parte inicial da cobertura. Os demais aspectos foram subordinados à proximidade. Não a física, área de atuação do assaltante e local em que foi abatido, mas a social, aquela que é determinada por sua inserção de classe.
Pedro era um jovem de extração mediana, tinha a cidadania à mão, mas optou pela criminalidade. O que comove, como podemos depreender do trecho acima, é a tragédia de um transgressor de boa cepa. Alguém que nasceu em berço garantidor de uma vida de privilégios, mas abraçou o desvio. Sua desventura foi pertencer a um restrito grupo que, na sociedade brasileira, pode escolher. E o fez na rota inversa ao esperado. Apesar da brutalidade com que tratava as vítimas e do envolvimento com o tráfico, era "um dos nossos".
A contrição inicial de Bonner é sintoma do condicionamento classista no discurso jornalístico. Um ingrediente a mais no que Wanderley Guilherme dos Santos chamou de "dramaturgia do Jornal Nacional".
Regalias no réquiem
Segundo Luke Thomas Dowdney, pesquisador e coordenador do projeto Crianças e Jovens em Violência Armada e Organizada (Coav, sigla em inglês), estudos estimam que 50% das pessoas ligadas a organizações criminosas tenham menos de 18 anos. "O envolvimento pode começar muito cedo, aos 10 ou 11 anos de idade". São, ao contrário de Dom, crianças que não têm nenhuma oportunidade de sonhar com vida digna e cidadania. Só conhecem o Poder Público quando ele entra atirando. Muitos são órfãos de balas perdidas e vêem, como único caminho de mobilidade social, o ingresso numa facção.
Os soldados do tráfico sonham com um generalato que lhes assegure o temor dos pares e o glamour da mídia. Se a vida é breve demais, que fique o registro de que foram menestréis na arte de matar e morrer. Se tiverem sorte, obterão lides e suítes. Se não der, uma breve nota, em página ímpar, será a única prova material de que existiram de fato. Nascerão quando morrerem, dependendo da boa vontade do editor e do talento de quem diagramar.
Devem estar atentos, entretanto, ao destino que lhes reservam os autores dos folhetins midiáticos. Por sua extração de origem, o assaltante de classe média teve regalias no réquiem editorial. Não faltou espaço discursivo a quem chorou sua perda. O pai de Pedro Dom, o policial aposentado Luiz Victor Lomba, acusou a polícia de extorquir dinheiro do filho e executá-lo. O chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, minimizou as afirmações, atribuindo-as ao "desespero de um pai que perdeu o filho". Eis um exemplo de conjugação improvável; desdém e solidariedade corporativa.
Vinheta sem devir
Há três anos, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, foi morto numa rebelião, em Bangu 1, liderada pelo rival Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Sua mãe, Georgina, chorando e quase aos gritos, disse que o filho "estava pagando o que fez e foi injustiçado". O poder público não ouviu sua voz. A imprensa a tornou inaudível.
No Rio de Janeiro, 1.195 pessoas morreram em "atos de resistência" somente no ano de 2003. No último decênio, o estado conta 39 mil desaparecidos. São números de uma enraizada lógica do extermínio. O uso da violência direta como forma de controle social é conhecido por 1,4 milhão de pessoas que habitam as 630 favelas da cidade. São dados que não incorporam o contingente de excluídos que moram fora da Região Metropolitana. Em 2004, o representante da Anistia Internacional para o Brasil, Tim Cahill, afirmou que, nos últimos oito anos, o número de mortes provocado por agentes de segurança aumentou 300%.
Para ser fidedigno, o jornalismo brasileiro teria que atuar no campo das probabilidades. Só assim, com ar formal e voz de tenor, William Bonner acertaria na mosca ao abrir o Jornal Nacional afirmando que "terminaram hoje, no Rio, de forma violenta, as vidas de dezenas de jovens envolvidos ou não com drogas. Pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ser cidadãos de bem e que, num dado momento, obedeceram ao script esboçado pelo tecido social". Que fique claro aos telespectadores que, por conivência ou omissão, vivemos uma realidade editada.
Não poderia ter sido. Não foi. E não será. Uma vinheta sem devir se avizinha.
(*) Professor-titular de Sociologia da Facha, Rio de Janeiro
Depois que o barco afunda há sempre alguém que sabe como ele poderia ser salvo.
provérbio italiano.


"O mundo insiste em nos moldar num contexto onde simplesmente passamos. Nascemos, crescemos, morremos e pronto. Nós devemos lutar contra isso."
Quando cheguei em casa no dia 02 de agosto a primeira coisa que fiz, depois de beijar a Mic, que não me via há pelo menos quinze horas desde minha saída para o trabalho e depois a facul, foi conversar com ela e tentar digerir essa frase dita pelo andré na sala de aula. Disse que essa frase valeira minha passagem, já tardia pelo curso de jornalismo, se assim o fosse. Única e tão somente a chance de ouvir isso representou muito pra mim. O mais bacana dessa história toda e, particularmente o que acho o maior barato da comunicação, é essa facilidade em manter relações exatas entre nosso consciente pensante e sentidos ocultos em nossa cabeça, ou no coração, como quisermos, mas que absolutamente explode em determinados momentos e usa como pavio frases e pensamentos como o do André naquele. Valeu, meu caro, naquele dia eu cresci um pouquinho. Foi mais um elo da corrente da caverna que se quebrou.
Júlio.
Desde que iniciei o curso de jornalismo, quatro anos atrás desejo escrever um trabalho sobre a filosofia da linguagem. Quero escrever sobre a relação próxima que existe entre linguagem e poder. Atualmente conseguimos identificar isso com muita tranparência, especialmente no meio de tanta informação que corre nos veículos de comunicação. Meu primeiro objeto de estudo será a linguagem manuscrita. Quero tentar entendê-la, tentar interpreta-la e quem sabe conseguir provar que a linguagem manuscrita está diretamente ligada à expressão de poder. É notável a preocupação de pessoas em condições de submissão em fazer com que a letra seja entendida, decifrada. Em contrapartida a letra manuscrita de pessoas em situação de domínio não apresenta tanta preocupação formal. O objetivo dessa análise especificamente é mostrar como o desejo do poder, ou da expressão de poder inicia já na expressão da escrita. É como se os médicos (por exemplo) numa tentativa de tornar claro o domínio e autonoia de sua ação no ato de prescrever uma receita não desse a mínima importância para a forma de se escrever.
Preciso reunir mais recursos para esse primeiro momento do estudo.
POR BILL GATES
Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou em uma conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola.
Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" têm criado uma geração sem conceito da realidade, e como esta política têm levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.
Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais...
Bill Gates falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero a jato...
Regra 1: A vida não é fácil: acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3: Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: Eles chamam de oportunidade.
Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido...,RUA!!!!! Faça certo da primeira vez!
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boite e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.
Bill Gates.
O Quarteto Fantástico (Fantastic Four)
Direção: Tim Story
Ano de produção: 2005.
Júlio César do Prado Domingos. 1º período de jornalismo.
1 O mundo comum - Dr. Reed Richards era um inventor, cientista e astronauta
sonhador que queria descobrir os segredos dos códigos genéticos do homem e
assim ajudar a humanidade. Ele sofria com a falta de recursos para bancar a
missão que o levaria à descoberta de sua vida.
2 chamado à aventura - Depois de ter cortados os recursos da pesquisa,
financiada pelo governo, Dr. Reed aceitou o financiamento de seu velho rival
dos tempos de faculdade, Victor Von Doom (O senhor Destino), que tinha se
tornado um industrial billionário. Dr. Reed seria o chefe de uma missão
espacial, em direção ao centro de uma tempestade cósmica onde descobririam
os segredos dos códigos genéticos dos seres humanos.
3 recusa ao chamado - Seria uma aventura arriscada e a equipe de Reed era
formada por seu melhor amigo, Ben Grimm (o coisa), Sue Storm (A mulher
invisível), grande amor de Reed, o irmão caçula de Sue, o piloto Johnny
Storm (o tocha Humana) e o "amigo" financiador do projeto: Von Doom. Nessa
hora aparece o receio em pôr a vida das pessoas mais importantes pra ele em
risco. Esse conflito aparece nas entrelinhas quando ele questiona, ao lado de
Bem, a garantia no acerto dos cálculos.
4 Encontro com um mentor - O mentor aparece inserido no próprio heroi, era a
a suposta segurança de Ter se dedicado a vida toda nas pesquisas.
Identificamos isso na conversa dele com Sue quando ela lembra que ele sempre
se dedicou à pesquisas e não tinha como errar.
5 Travessia do primeiro limiar - Reed descobre um erro de cálculo com
relação à velocidade da tempestade. A nave é envolvida pela tormenta por
alguns instantes e a radiação cósmica transforma a genética de toda a
equipe. Reed ganha a habilidade de esticar e contorcer seu corpo, Sue é capaz
de se tornar invisível e de projetar campos de força e se torna a Mulher
Invisível, Johnny torna-se o Tocha Humana e Bem uma criatura rochosa: O
Coisa.
6 testes aliados e inimigos - Quando chegam de volta à terra todos passam por
quarentena. Ainda sensíveis ao estranho fato, todos deixam o hospital, mas a
história começa a narrar a postura de personalidade de cada um. Isso fica
claro na reação de cada cientista ao descobrir os novos poderes e os novos
problemas. Von Doom fica frustrado com a perda da empresa e da mulher
que "amava" para o principal rival. Ao descobrir os novos poderes passa a usa-
los para se vingar matando os diretores da corporação e perseguindo os outros
cientistas que participaram da aventura. O oposto acontece com Bem, que
descobre as deformações no corpo, também passa por uma crise de perdas da
mulher, das características humanas, da antiga vida, entretanto não segue
pelo caminho do mal.
7 Aproximação da caverna oculta - Sue não consegue lidar com a suposta
hostilidade que os novos poderes e o contato com os humanos normais
representa e entra em conflito consigo mesma. Talvez Johny seja o heroi que
tenha sofrido menos com isso casualmente por Ter uma personalidade meio que
de criança e não esquentar muito com nada, embora ironicamente ele fosse o
tocha! Reed tem seu conflito ao tentar descobrir a formula para simular a
tempestade e fazer com que os amigos voltem ao normal, mas o principal
exemplo de aproximação do filme é quando Bem encontra Von Don (já como Sr.
Destino) e aceita a ajuda para voltar ao normal. Foi o exemplo clássico da
ida à caverna profunda e do mergulho às trevas. O contato com o inimigo fez
com que ele voltasse ao normal e imediatamente fosse eliminado.
8 Provação Suprema - Com a sanguinária perseguição de Destino ao grupo de
cientistas, o Quarteto Fantástico se vê obrigado a entrar num embate com o
inimigo e ali usam pela primeira vez numa luta os novos poderes. A briga
segue e cada um parece ser destruído pelo Sr. Destino e quando tudo parece
Ter se acabado...
9 Reconpensa - Bem, que tinha sido derrotado por Destino depois de se tornar
humano novamente descobre o valor dos poderes que tinha ganhado. O tocha
também descobre isso no momento em que encara seu maior desafio: na tentativa
de salvar o grupo da explosão do míssil disparado por destino. Ele pula do
último andar do prédio e atrai o míssil, que é termo-guiado, para longe
salvando os amigos. Ali ele descobre que os poderes que tinha ganhado eram
muito mais que um simples instrumento para sua autopromoção. Reed ganha a
simpatia, o respeito e o amor de Sue.
10 O caminho de volta - Eles esquecem a necessidade de voltarem a serem
pessoas normais e decidem lutar juntos contra o inimigo. Acontece que Dr.
Destino era muito forte e os três estavam quase sendo derrotados.
11 - Ressurreição - A ressurreição clássica dessa história acontece através
da ressurreição de Bem, que tinha sido derrotado por Destino. Ele não só
reanima contrariando sua morte depois de ser atacado (já como humano) pelo
inimigo, mas ressurgindo como O COISA quando tudo parecia Ter se perdido. O
grupo também se "ressucita" depois do aparecimento do Coisa na batalha e
derrotam o Sr. Destino.
12 - Retorno com o elixir - Depois da vitória eles voltam à vida comum,
entre os humanos, mas com a certeza do que tinham se tornado, com os
conflitos resolvidos e a real situação, o fato de terem se tornado super-
herois. Eram seres diferenciados e agora certos da nova missão: defender a
humanidade. Como toda história de mocinho e bandido, nessa o heroi fica com a
garota (reed declara seu amor a Sue) e tem beijo no final.
É doce, mas pra gente chegar no caldo muitas vezes tem de amargar o sumo...
A vida é uma laranja!!!!
Vou pensar nisso e tentar descobrir as possíveis explicações filosóficas sobre a expressão.